segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

amo-te das 2h00
às 19h00.depois
não.
mas depois,
ensinas-me
como se faz?
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say, stay in there, I'm not going
to let anybody see you.
there's a bluebird in my heart
but I pur whiskey on him and inhale
cigarette smoke
and the whores and the bartenders
and the grocery clerks
never know that
he's in there.
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say,
stay down, do you want to mess
me up?
there's a bluebird in my heart
but I'm too clever, I only let him out
at night sometimes
when everybody's asleep.
I say, I know that you're there,
so don't be sad.
then I put him back,
but he's singing a little
in there, I haven't quite let him
die and we sleep together like
that with our
secret pact
and it's nice enough to
make a man
weep, but I don't
weep, do you?

bluebird
charles bukowski
foto: martikson_'in silence'
queria contar-te..
fiz amor com as tuas mãos,

tu sabes, adoro os teus dedos.
encostada ao teu peito, a tremer.
com o medo da entrega, pensamos.
acalmámo-nos com as brincadeiras parvas,
inventadas de urgência.
contaste os momentos que pararam a tarde?
eu contei.
como quando as estrelas-cadentes
desmaiam na água.
viste?
viste a luz do rio?
o teu cigarro acalmou-me.
e pareceu pesada a roupa
quando aceitaste a minha capa nua.
contar-te como foi
caminhar na tua face devagarinho.
de olhos fechados,
para não te deixar fugir.
tão próximo das bocas, o silêncio.
abre um bocadinho, para te poder dizer
que és tão bonito.
depois fecha-a. com esse sorriso.
sei que não gostas de dança mas,
queria que me visses agora.
com as pontas dos pés
nas margaridas pequeninas.
vês as horas? passa sempre tão depressa..
depois conto-te.
foto: martikson_'girl with a flower'

domingo, 1 de fevereiro de 2009

à noite cada molécula é um fosfeno mais na festa dos vaga-lumes



cabeças_pedro marqués de armas; foto: martikson_'don't look'

'não gosto de ti e pronto!’
as palavras têm um poder estranho.

há palavras que doem mais.
são como a tua cor, ou não-cor, escolhe tu, não guardam nada.
já reparaste como normalmente
são as mais pequeninas e apontam o dedo..
talvez por isso, neste mundo de partilhas
e encontros mágicos, exista sempre uma palette perto da boca.
à espera de uma cor que absorva tudo.
aquelas ‘coisas’
demasiado frágeis para ti,
tão naturais para mim.
mas, sabes, apetece-me voltar a dizer que
és tão bonita
sem hesitar, sem cuidado.
sem querer nada, sem saber nada.
foto: juan muñoz

Fleet Foxes - Your Protector

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