quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

o que repousa de súbito em si
é capaz de eternidade
entra no recinto de uma mulher
e vê-a na sua nudez um pouco azul
surge o bem-estar como uma
emanação do desejo
o inimaginável cintila.
tudo é tão natural
como um primeiro orgasmo
o nada em soberana sintonia de
imponderáveis acordes
tinge o
azul desmedido
de um fulgor púrpura


horizonte a ocidente
antónio ramos rosa

Um comentário:

Anônimo disse...

Todos os Ramos Rosa do mundo sempre foram tão melhores que nós, nisto.
Hipótese 2: nem por isso.

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