quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

as minhas mãos. as tuas mãos
viagem húmida e lenta na
tua pele de espanto.
desejo. abri-lo-ei só para ti e
para mim. no aroma da luz. na
hábil voz dos teus olhos.
tropeço na sombra das árvores como
uma criatura fechada no escuro há éons.
e nos ecos, reverberações, coros, óperas
ao ouvido, haverá um que responda.
mulher entornada na noite. frágil.
fascinas-me. não sei se já to disse.
a chuva no teu rosto. suprema ironia.
nada adequado a nada. sim, chorei.
já tenho há algum tempo outras saudades.
de ti, lá fora.
e nestas pelo menos quatro dimensões,
seremos só nós a poder entrar. dure o que durar.


foto: emilie bjork

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