segunda-feira, 31 de agosto de 2009

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parallel lines, move so fast,
toward the same point,
infinity is as near as it is fast.
what's the immaterial substance
that envelopes two, that one perceives as hunger
and the other as food.
you dream in a cartoon garden,
i could never know
innocent imitation, of how it could be.
if when the music ended,
you did not retreat
in my imagination, you are cast and gold,
your image a compensation for me to hold.
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parallel lines
kings of convenience
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domingo, 30 de agosto de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

pronto..pronto!!

elfos, duendes e dedos entrelaçados...

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tão lindo...

fotos: denise grünstein

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'every step of the way will find us with the cares of the world far behind us'
foto: katia chausheva

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

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viajante. nestas visitas em segredo.
vejo-te no fundo do corredor.
com um sorriso de olhar que só tu sabes fazer.
despe a tua cor.
deixa-a aí, nesse canto interior. de uma luz silenciosa.
visceral.
[tocas-me agora?]

amanhã. amanhã toco-te. assim paro o belo.
é que, hoje ouvi os sons das pedras.
e parecem corpos mergulhados a contar estrelas.
[mesmo não sabendo ler o céu, nunca consegui desistir de as procurar.
talvez por isso o meu desnorte interior. ao qual já nada acrescentas.]
dá-me a mão. sobe. [és tão bonita assim. a meia luz].
sabes que também tenho medo? mesmo sabendo que deste precipício só é possível voar.
por isso, caminha devagarinho, enquanto vais deitando os fantasmas na pele.
das minhas árvores.
sussurra-lhes, com essa espontaneidade desarmante, os desassossegos de uma vida.
eu, deixo contigo as perguntas por fazer.
[é lindo como consegues pensar tão alto.] flutuas no vento. só explicável assim.
e chego a ficar sem jeito quando me repetes magias.
assustadoramente bom.
já te tinha dito?
não me lembro..e não me lembro agora.

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

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enter a world special made for kings. a simple love. will it ever float. used to be the girl. only daydreaming. walking on air. smoke love. please say nothing. i’m going to sleep under the stars until the end. i could stand here. wave my hand. a thousand doves fly. it’s easier to begin without looking back. behind a dream. let them dance. stolen time. i'll be the thief boy. whisper to me..
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my fly away...
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que bom, que bom....
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

and nothing that was needed was everything needed most

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sábado, 22 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

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olhas-me de perto. cada vez mais perto.
respiramos confundidos e brincamos.
nos espaços do silêncio.
com um dedo, toco a tua boca.
se nos mordemos a dor é doce.
e há apenas uma saliva e eu
sinto-te tremer em mim.



julio cortázar (adapt.)
foto: welcome ghosts





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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

estende a mão ao milagre, sim..

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sábado, 15 de agosto de 2009

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my dress wants to sleep but i could spent hours dancing with you. minimal sounds. butterflies kissing your face.i don't feel scared because this time, it's time to stay.oh blue boy. just give me the keys to your warm bed.i will marry you. forever i'll stand. in your hands. or in your wings. let me sleep with you inside. and see the colour of your eyes.
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hoje também não sabia se focar a pele ou o mar.
mas há coisas bonitas assim. a duas dimensões.
por vezes, vejo-te. no meio destas realidades.
muito quando te foco em profundidade.
e sabes que, quando dispo a pele e mergulho, tu continuas lá?













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eiii...borboletinha?...prepara as asas. vou soprar. um, dois....iupiiii....

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

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se eu te contar um segredo, levas-me lá, ao sítio onde ele se dá?
é que hoje, passarinho, hoje o céu vai cair-nos em cima..
shhh....
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

já ouvi uma versão bem melhor :) anyway, i need you to look into mine..

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e como sei se és a minha vida? [acreditas muito muito..] e não tens medo? [sim. imensos.]
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

stand in the sun. knew a girl and named her lover. danced with her in kitchens through the greenest summer. left there to sleep. i believe. lovers should be draped in flowers and layed entwined together on a bed of clover. tied together. left there to dream of their happiness. to drown in their innocence. all would be clear then

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

sim. por vezes também magoa. muito à transparência

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

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imenso. sabes..
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há narrativas em que queremos tanto fechar os olhos à beleza imensa do olhar. e sentir o poder dos sons. e das palavras..

domingo, 9 de agosto de 2009

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vens?
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"rita gostava de escrever histórias de amor, até que as mãos lhe gelassem ao computador. gostava de bombons nestlé e de ouvir a sua homónima maria rita. gostava de sonhar e fazer planos para quando tivesse vinte anos. olhava todos os dias para o céu azul riscado por linhas de avião e desejava um dia conhecer todas as cidades do mundo. queria perder-se nos olhos de alguém como as miúdas loiras dos filmes dos sábados à tarde. conheceu um homem que lhe dizia que tinha o nome mais bonito do mundo e apaixonou-se. quis entrelaçar as mãos com as dele o resto da vida mas as coisas não correram bem. rita gostava de escrever histórias de amor. e ainda gosta."

[será das ritas?..caramba..]

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going under, over you. so beautiful, and so strange. make some memories. i swear it would last forever. tonight were dancing in the faint light. lets just move together. my dance is all about you.

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escolhe a linha a sul. vem.
entra num reflexo imenso, profundo. [uma miragem, de um verde, castanho mel].
continua por um sorriso entreaberto, lindíssimo.
aí, desces pela encruzilhada de dedos. aperta-os. não pares até encontrares uma rua estreitinha. circunda devagar. muito devagar agora.
vês um sinal [do lado esquerdo]? é por aí.
vais ouvir uns batimentos fortes. [não te assustes.] se fizeres silêncio, parece que te apontam um caminho. cheio de luz. [como se fosses real amanhã.. ]
segue. segue por essa curvatura, tua, até perderes o céu.
[sentes a água?] gosto do mar assim. cru.
onde acabarem os pontinhos, estou lá.
aí paras. pára mesmo.
a partir daí, perdemo-nos.
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sábado, 8 de agosto de 2009

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"em que parte do corpo se situa o medo? da garganta desce ao estômago. demora-se nas pernas, de preferência nos joelhos. chega aos pés, sobe de novo e castiga os braços. põe-lhe luvas nas mãos e um corpete ajustadíssimo no peito."

foto: lina scheynius




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lindo..








fotos: welcome ghosts

you only get to see the light just one time in your life. takes you somewhere that you wanna stay. is there anything more wretched than to just have caught one sight? it's the true believers that crash and burn. i'm gonna give it a real good try. because nothing comes close and nothing can compare.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

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'andamos a aguentar, a aguentar, um dia largamos tudo e vamos correr o mundo. cabelo ao vento, sentir a brisa à beira-mar, comer nos cafés de rua, mergulhar. rir, rir, rir, dizer disparates, fazer asneiras, ser criança, um dia fazemos isso. aguentamos, aguenta, aguentamos, um dia atrás do outro, fartos do emprego, dos outros, que são sempre os culpados, os outros, os outros, os outros, culpa daquele e daquela, que vão para a cama com este e aquela, gente que aguenta, que se arrasta onde antes foi feliz, onde chegou porque queria ou por acaso, e foi ficando, ficando, ficando, um dia acorda a arrastar os pés, de um lado para o outro, zombies, cadáveres, de casa para o trabalho, do trabalho para casa. gente a quem apetece chorar, chegar a casa e explodir, a perguntar onde foi que erraram, sem poder voltar atrás, gente a trabalhar numa prisão, das nove às cinco, com vontade de gritar que se fodam vocês, mas não pode, não deve, são as contas para pagar, contas, contas, contas, uma vida inteira a pagar contas, e por isso aguenta, aguenta. diz um dia vou-me embora, um dia sai-me a lotaria, um dia vou ter o meu negócio, um dia isto acaba tudo, um dia isto melhora, um dia vamos ser felizes. aguentam a relação, aguenta, aguenta, é mais prático, dá trabalho separar, dividir, magoá-la, magoá-lo, gente que muda, que fica diferente, mas que ninguém repara, em revolta com quem não muda, com quem já não vai ao nosso lado, ficou para trás, ficou para a frente, já não damos as mãos, mas aguentamos, aguentamos, aguentamos, um dia isto passa, é uma fase, são assim as relações, é o que nos dizem, temos medo do tempo, da guilhotina da maternidade, de ficar velhos e velhas e não termos filhos novos, medo de não encontrar mais ninguém, medo terrível da solidão, de não voltar a ser feliz, de enfrentar o incerto de punhos fechados, com medo, quanto mais velho mais medo de deitar tudo para trás, medo de dizer acabou, paciência, não tenho ressentimentos, não tenhas tu, sê feliz porque eu também quero ser, medo disto e daquilo, de tudo e de nada, e por isso aguenta-se, aguenta-se, aguenta-se. amordaçados, em revolta com o mundo, revolta surda-muda, cá dentro, em guerra com tudo e todos, em guerra com este e aquele, comigo e contigo, não aguentamos a cara ao espelho, a sofrer horrores, impotente, sem forças, conformada, roubados de todos os sonhos loucos, de já não gritar pela vida, carcomidos pela angústia, pelo medo, pelo desgosto de já não ser feliz. gosto disto mas queria mais qualquer coisa, não sei bem o que é, mas que quero. sangue coagulado, vermelho escuro e parado, frágeis, tão frágeis, à procura de força, força, força, sabe-se lá onde esta gente frágil vai buscar tanta força, à procura de quem perceba que andamos a mentir quando respondemos que está tudo bem. deitamo-nos todas as noites a pensar que amanhã vamos ser felizes, amanhã, vou-me embora, vou acabar, começar, chegar, ficar, decidir, amanhã vou fazer alguma coisa, mas não. cordas atadas, fica para amanhã, amanhã é que é, aguentamos mais um dia, um dia não é nada, aguenta, aguenta, aguenta, um dia isto acaba tudo, um dia isto melhora, um dia vamos ser felizes. '
foda-se. que seja agora. quero ter-te até ao fim.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

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vou contar-te um sonho, queres? nesse sonho conta-se assim: 1 + 1 = 1 ....shh..queres um café?

foto: rebecca veit
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

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vem, vamos passear com ela..
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prendinha, prendinha.. iupiiiii
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se eu te emprestar a minha, fechas os olhos muito muito? guarda-me aí dentro dela. está tão cheia hoje. eu deixo-me estar assim..
foto: rita rocha

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imagens lindíssimas..

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sim. muito assim..
mark rothko
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

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vês-me, nas imperfeições?..sou real
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neste longe penso. penso muito. nos pequenos nadas a que me habituei.
e gosto. não sei se de ti, se das palavras que me dás. ou me deixas ver. [talvez. talvez seja mais isto. como um intruso no teu corpo. ou na imagem que criei tua.]
sabes que gosto de saber para onde vou. mas sinto um cansaço de lucidez. [não sei. não sei mais nada. acredita.] talvez me apeteça mesmo esta fantasia.
não tens medo?
[porque tinhas que me aparecer?]
por momentos longos, vejo-te. só poderia ser num lugar assim. de um silêncio diferente.
e a tua imagem rebenta-me. queria que te visses agora..
pedes-me um abraço para te secar o corpo, gelado, de tanto que quiseste esperar que a última bola de sabão desaparecesse na banheira.
ontem, ontem também te vi. a subires para o baloiço improvisado nesse teu plátano da rua enquanto eu bebia um café na tua varanda. insistias que tocavas a lua naquele minuto de ausência de gravidade. tão bonita.. depois abraçavas-me inesperadamente. e dizias-me um mundo nesse teu olhar fixo que chega a incomodar. [por vezes preferia que dissesses alguma coisa. para quebrar esta respiração suspensa.]
acho que já te vejo amanhã. sabes como? curioso que, nestas impossibilidades, as saudades também têm uma imagem. e parecem anjos que te desenham o rosto com os restos de rímel que recusas a limpar à noite. [porque sei que também os vês, nesse sítio bonito de onde vens.]
adormeces no sofá. pego em ti ao colo e sigo a roupa que deixaste no chão até à porta do quarto.
eu sei que os se’s são peças miseráveis mas, se adormecer por cima de ti, prometes que não me deixas cair?

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through all the wars i've come to know it's punches pulled, not towels thrown in. and when they come knocking on your heart's door it can make you face all your fears. i love your secret life. you're pretty in the rain.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

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projectar o nosso desejo. num mundo que não é o nosso. neste eixo temporal do sonho, a imagem de um homem e de uma mulher. definidos pela sua paixão pictórica. o desafio da legenda que declara o seu amor. não. acima de tudo o amor dela. e assim a projecção é mais acentuada. o nosso desejo é agora pertencer ao seu mundo de amor. ser amante? ela própria? identidade esfumada. submersos no verdadeiro reino dos sonhos.


anacrusa_68 sonhos (adapt.)
ana hatherly
foto: emilie bjork

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bonita..

"ainda que eu falasse a língua dos anjos.."

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sábado, 1 de agosto de 2009

lindíssimo..

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aqui os anjos não dormem.
mordem a noite instante a instante.
de asas partidas, de bocas de inferno,
demorando o céu até às últimas luzes.
incendeiam-se de noite e escurecem ao sol
como estrelas. ou pirilampos.





a carvão
fernando de castro branco







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tão bonito ontem.. tropelias de crianças numa história de fadas e palácios de cristal..

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(... ... ...)

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- perco-me nas pontas de um lençol vazio.
- não! não! sou obcecada pela sensibilidade.
- perco-me no vazio de um quadrado perfeito.
- não! sou obcecada pela inteligência.
- perco-me na perfeição, como se fosse um erro.
- gosto de problemas. gosto de jogos.
- de tanto te ver, imagino-te.
- problemas insolúveis. jogos de sedução. é perder ou ganhar.
- enrolado num cobertor pequeno demais. desmaiado num sofá demasiado curto.
- não aceito os outros, mas não consigo viver sem eles. sem ele.
- calado. inerte. quase inexistente.
- um outro qualquer..
- desfeito. perfeito.
- o que se deita comigo na cama.
- ausente.
- o que se lança na minha direcção mas raramente me atinge.
- desmente-me. vá, desmente-me agora. diz-me agora que o que vejo não é a verdade de ti.
- não sei porque relaciono os amantes com linhas paralelas. não sei porque me preocupa saber quem passa por cima ou por baixo.
- vá. levanta a tua voz e diz-me que é mentira. diz-me agora, se podes, que esse teu corpo requebrado de Madonna, mesmo adormecido, não é desejado. que essa tua boca silenciada não tem um ouvido atento e apaixonado.
- não sei porque confundo a geometria com a paixão. uma relação amorosa com uma viajem de comboio. uma discussão com uma cancela fechada.
- vá lá. diz-me agora que não sentes o meu amor. o amor... o amor... o amor..
- resumo tudo a um frenesim de partidas e chegadas. uma espécie de máquina imparável e inútil.
- o amor..o amor é escrever-te enquanto dormes. é pensar-te quando estou longe. é querer-te quando não estás. é tentar, uma e outra vez, saber viver ao teu lado.
- parece-me que a vida não passa de uma fábrica de consolações.
- não percebes que amar-te é um desafio. não, disso tu não sabes nada.
- vivemos enlatados, comemos enlatados, trabalhamos enlatados,viajamos enlatados, envelhecemos e morremos enlatados.
- tu, que pensas saber tudo, não fazes a mínima ideia do que é amar-te.
- a tranquilidade?..a felicidade?..
- não, para ti isso não passa de uma impossibilidade, de uma improbabilidade. algo que não faz parte do teu projecto. algo perdido ou esquecido na adolescência.
- a tranquilidade é um microondas e um charro para adormecer.
- lamento mas..
- a felicidade é 1, não 5 baccardis cola. nos intervalos, apaziguo o tédio em frente ao espelho à espera que algo faça sentido.“la vie, cette chose qui vient avant la mort. qui vient avant la mort ».
- lamento mas, por mais que tentes ignorar, não o podes destruir.
- “la vie, cette chose qui vient avant la mort”.


codigo MD8
olga roriz
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na vida, por vezes, muda-se mesmo de estação quando se muda de profundidade. mergulhar fundo na entrega às memórias doces de uma luz. fazer vida nos pequenos quotidianos de um tempo que não pára. e que solta asas de árvores bonitas assim. de meninos.
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